Brasil deve ser o maior beneficiário da cota temporária dos EUA livre de imposto para importação de carne bovina
Medida, tomada pelo presidente Donald Trump como ferramenta desinflacionária, tem validade a partir deste mês de setembro até novembro
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Fonte: Freepik
O Brasil deve ser o maior beneficiário da cota temporária de até 300 mil toneladas para importação de carne bovina aberta pelos Estados Unidos, livre do imposto alfandegário de 26,4%, avalia a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).A cota é destinada a outros” países, que não dispõem de parcela específica no mercado norte-americano. A medida, tomada pelo presidente Donald Trump como uma ferramenta desinflacionária, tem validade a partir deste mês de setembro e será subdividida em quotas mensais de até 100 mil toneladas, que deverão ser preenchidas mensalmente, com validade até novembro de 2026.De acordo com informações do serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), compiladas pela adidância do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) nos Estados Unidos, até o dia 14 de setembro houve o preenchimento de 22,16% da quota de 100 mil toneladas alocada para o mês em referência.Segundo a Abrafrigo, é importante destacar que, conforme as normas divulgadas, o volume não preenchido em um mês não será automaticamente realocado para o mês seguinte. A cota destina-se às exportações de aparas de carne bovina magra (beef trimmings) descritas nos códigos de classificação (Sistema HS) 0201.30.5091, 0201.30.5097, 0202.30.5091 e 0202.30.5097.União EuropeiaA entidade assinala que com a barreira imposta pela União Europeia à carne bovina brasileira, relacionada a dificuldades para o reconhecimento do protocolo para a produção livre de antimicrobianos, apresentado por entidades da cadeia produtiva e homologado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), estima-se que o Brasil deixará de embarcar cerca de 70 mil toneladas de produtos cárneos bovinos para a União Europeia, com impacto em torno de US$ 700 milhões para o setor no período de setembro a dezembro. Pelas informações disponíveis, o governo brasileiro ainda negocia com as autoridades europeias a possibilidade de reversão da barreira à carne brasileira.